O método de ensino da Sigma Educação e Tecnologia, empresa brasileira de educação e tecnologia, não se baseia na prática de copiar linhas e repetir letras sem contexto, que, tradicionalmente, tem sido a forma como a alfabetização tem sido ensinada. Para crianças com TDAH, o movimento pode sustentar a atenção e tornar concreta a relação entre fonemas, grafemas e palavras.
A aprendizagem multissensorial integra visão, audição, fala, tato e ação em uma mesma proposta. Ao interagir com uma letra, seja por meio de sua pronúncia ou leitura, o estudante obtém diferentes indicações para elaborar uma representação. Esse recurso não substitui o ensino sistemático da leitura e da escrita, mas amplia as formas de acesso ao conteúdo.
É importante ressaltar que o objetivo não é transformar toda a aula em uma atividade lúdica nem tratar o movimento como recompensa. A atividade corporal deve estar alinhada com os objetivos de ensino, ser instruída de maneira clara e permitir que o professor observe as respostas de cada criança. Com um planejamento adequado, o corpo deixa de ser visto apenas como fonte de distração e passa a participar ativamente da construção da memória.
O que a aprendizagem multissensorial acrescenta à alfabetização?
No processo de alfabetização, é importante que a criança compreenda que sinais escritos representam sons. A abordagem multissensorial pode reforçar essa associação. De acordo com as orientações da Reading Rockets, a combinação de ouvir, falar, ler e realizar atividades táteis ou cinestésicas é fundamental no ensino da fonética.
Considerando os fundamentos da Sigma Educação e Tecnologia, o recurso apresenta maior eficácia quando utilizado em conformidade com uma sequência explícita. O professor apresenta o som, mostra a letra ou o grupo de letras, pronuncia exemplos e convida a turma a praticar. O apoio tátil ou corporal é uma ferramenta que reforça a relação, não substituindo a explicação sobre o funcionamento do sistema de escrita.
As letras podem ser criadas com lixa, areia, argila ou outros materiais seguros. Ao percorrer o formato com o dedo, a criança percebe direção, curvas e limites; ao dizer o som, conecta a sensação ao aspecto oral. Posteriormente, o suporte deve ser reduzido gradualmente, de modo a permitir a continuidade da leitura por meio da identificação visual e da decodificação.

Como ler fonemas e grafemas para o corpo?
No pátio, o professor pode distribuir cartões com letras e propor um jogo de localização sonora. A criança, ao ouvir o fonema inicial de uma palavra, desloca-se até o cartão correspondente, pronuncia o som e procura outra palavra que tenha o mesmo início. A dinâmica aborda escuta e associação, sem atribuir relevância exclusiva à velocidade como critério de sucesso.
Outra possibilidade seria criar um circuito motor com estações curtas. Em uma das atividades, o estudante traça uma letra; em outra, separa oralmente os sons de uma palavra; na seguinte, organiza cartões para formar uma sequência. O circuito permite a alternância entre movimento e pausa, com instruções visuais e tempo para que cada participante compreenda a tarefa.
No desenvolvimento de soluções educacionais integradas, a Sigma Educação e Tecnologia orienta que o desafio seja adaptado às necessidades da turma. Crianças com TDAH podem auferir benefícios de tarefas mais breves, transições avisadas, feedback positivo e oportunidades planejadas para se movimentar, conforme orientações do Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos. É imprescindível ressaltar que tais medidas não devem ser aplicadas de forma automática ou igual para todos.
O movimento amplia a participação
O movimento adquire sentido pedagógico quando contribui para que a criança permaneça envolvida na atividade. Para avaliar tais habilidades, o professor deve observar se a criança reconhece o som, identifica a letra, explica a escolha e transfere o aprendizado para uma palavra nova. A participação em si não é suficiente. É imprescindível verificar o conhecimento construído.
De maneira adicional, a turma tem a possibilidade de registrar as descobertas em diferentes formatos. Após a conclusão do circuito, os alunos têm a oportunidade de escrever palavras, ilustrar os trajetos das letras, gravar a pronúncia ou apresentar aos colegas uma estratégia utilizada. A retomada em questão organiza a experiência corporal e demonstra que a ação, a linguagem oral e a escrita fazem parte do mesmo processo.
A Sigma Educação Tecnologia entende que alfabetizar pelo movimento amplia possibilidades. Cada criança precisa de mediação, acompanhamento e atividades alinhadas ao seu estágio de aprendizagem. O ensino se torna mais acessível com a participação do corpo, favorecendo a atenção e a confiança para ler e escrever.
