Paralisação nas linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade tem como principal reivindicação a manutenção de empregos após concessão à iniciativa privada
A rotina de milhares de passageiros que utilizam o transporte sobre trilhos na capital paulista segue sendo afetada por uma paralisação parcial que já dura mais de uma semana. A categoria ferroviária decidiu manter a mobilização mesmo diante de tentativas de negociação com o governo estadual, prolongando o impasse que atinge diretamente parte da rede metroferroviária.
O que motivou a paralisação
Os ferroviários representados pelo Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil decidiram entrar em greve a partir da zero hora do dia 4 de agosto. A paralisação não envolve toda a CPTM, atingindo apenas as linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade, que fazem parte de ferrovias da antiga Central do Brasil. Segundo o sindicato, a principal reivindicação da categoria é a manutenção dos empregos dos ferroviários após a concessão dessas três linhas à iniciativa privada.
A decisão de manter a paralisação não foi unânime desde o início, envolvendo diferentes assembleias e votações da categoria ao longo da semana. Em assembleia realizada na noite de terça-feira, dia 4, a categoria decidiu, em votação, continuar a greve nas linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade, mantendo a paralisação parcial mesmo após o primeiro dia de mobilização.
O impacto na rotina dos passageiros
Enquanto a greve persiste, a Prefeitura de São Paulo precisou tomar medidas para amenizar os efeitos sobre a mobilidade urbana da cidade. Em comunicado emitido na noite de terça-feira, a Prefeitura de São Paulo informou que o rodízio de veículos continuaria suspenso na região afetada, uma medida que busca reduzir o impacto da paralisação sobre quem depende do transporte individual como alternativa ao trem.
O clima de instabilidade sindical não ficou restrito às três linhas originalmente afetadas pela paralisação. Em assembleia realizada recentemente, os trabalhadores da Linha 10-Turquesa, também operada pela Companhia Paulista de Trens Metropolitanos, aprovaram estado de greve, sinalizando que a mobilização pode se ampliar para outras partes da rede nos próximos dias.
Em meio a esse cenário de tensão trabalhista, as duas estatais responsáveis pelo transporte sobre trilhos da capital paulista avançaram em uma parceria institucional relevante. O convênio de cooperação firmado entre o Metrô de São Paulo e a CPTM, criado inicialmente com valor estimado de R$ 9 milhões, recebeu dois aditivos neste ano e agora movimenta R$ 136,4 milhões, tornando-se um dos principais instrumentos de integração técnica e operacional entre as duas companhias.
O que prevê essa parceria entre as estatais
O acordo entre Metrô e CPTM vai além de uma simples formalidade administrativa, abrindo espaço para colaboração concreta em diferentes frentes operacionais. Entre as possibilidades previstas pelo convênio estão prestação de serviços, desenvolvimento de projetos, cessão de equipamentos, intercâmbio de tecnologia, apoio operacional e fornecimento de mão de obra especializada entre as duas companhias.
Com a categoria ferroviária sinalizando disposição para ampliar o movimento e o governo estadual buscando alternativas de negociação, a expectativa é que o impasse na CPTM continue sendo um dos principais temas de mobilidade da capital paulista nos próximos dias. Para os passageiros que dependem das linhas afetadas, a recomendação segue sendo acompanhar de perto os comunicados oficiais da companhia antes de planejar deslocamentos que passem pelas estações do centro expandido.
Fontes:
https://www.metrocptm.com.br/greve-em-parte-da-cptm-pode-ocorrer-a-partir-de-terca-feira-4-de-agosto/
https://www.metrocptm.com.br/convenio-entre-metro-e-cptm-e-expandido-para-rdollar-136-milhoes/
https://www.metrocptm.com.br/ultimas-noticias/
